A China continuou com "a perseguição e a punição" a jornalistas e ativistas dos direitos humanos durante os Jogos Olímpicos, um evento que "nunca mais" deve ser realizado em um contexto de violação de direitos, disse neste domingo o diretor do escritório espanhol da Anistia Internacional (AI), Esteban Beltrán.
No dia do encerramento dos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim, Beltrán insistiu em reivindicar ao governo espanhol uma declaração sobre a situação dos direitos humanos na China, "exortamos suas autoridades a libertarem os presos políticos, a abolirem a reeducação pelo trabalho e a acabarem com a repressão" sobre os ativistas dos direitos humanos.
Apesar de ter representado um evento esportivo "espetacular", Beltrán destaca que isto aconteceu em "um contexto de violações dos direitos humanos" que a Anistia Internacional afirma ter documentado. "Um exemplo claro, é a prisão de muitos ativistas que não cometeram nenhum crime", acresscentou.
Além disso, "praticamente todos" os protestos públicos para os quais foi pedida permissão foram negados pelas autoridades chinesas.
A AI também pediu ao Comitê Olímpico Internacional que considere o respeito aos direitos humanos como uma das exigências básicas para um país sediar as Olimpíadas.
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