Economia Sexta, 21 de Novembro de 2008

Piauí abre 7,4 mil postos de trabalho de janeiro a julho

20/08/2008 - 11h45min

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados pelo Ministério do Trabalho mostram que o crescimento na criação de empregos formais - que somaram 1,56 milhão nos sete primeiros meses deste ano e bateram novo recorde para o período - embora aconteça em todos os setores econômicos, não é registrado uniformemente em todas as regiões e estados do país.

De acordo com os números do Ministério do Trabalho, alguns estados, como Paraíba e Alagoas, da região Nordeste, apresentaram, inclusive, desativação de vagas de janeiro a julho deste ano, enquanto outros, da região Norte, como Rondônia, Pará e Tocantins, ainda mantiveram a criação de empregos, embora em menor quantidade do que no mesmo período de 2007. Por regiões, a Norte ainda criou empregos de janeiro a julho, mas em menor número do que o ano passado.

Na outra ponta, está a região Sudeste, com todos os estados avançando na criação de vagas formais, além alguns estados da região Nordeste - como Maranhão, Piauí, Ceará e Bahia - e do Rio Grande do Sul e Distrito Federal. No Sudeste e nestes estados, a criação de vagas com carteira assinada teve um bom desempenho de janeiro a julho.

Norte
Na região Norte, foram criadas 43,8 mil vagas com carteira assinada de janeiro a julho deste ano, contra 46,5 mil em igual período de 2007. Ou seja, uma queda de 5,6% no número de empregos criados. Foi a única região do país que teve queda no número de vagas abertas.

Em Rondônia, o Ministério do Trabalho registrou a criação de 4,7 mil empregos formais nos sete primeiros meses de 2008. Embora ainda esteja positiva a criação dos empregos formais no estado, o valor caiu contra igual período do ano passado - quando foram abertas 7,8 mil vagas. O mesmo fenômeno aconteceu no Pará, que criou 12,3 mil empregos de janeiro a julho deste ano, contra 15,2 mil em igual período de 2007, e Tocantins (5,8 mil vagas abertas em 2008, contra 6,7 mil no ano passado).

Sudeste
Já na região Sudeste, a situação é totalmente diferente. Todos os estados avançaram bem na criação de empregos nos sete primeiros meses de 2008 e a região, como um todo, criou 1,02 milhão de empregos no acumulado deste ano, contra 826 mil de janeiro a julho de 2007.

São Paulo, estado que é o carro-chefe do país na abertura de vagas, criou 641 mil empregos formais de janeiro a julho de 2008, contra 545 mil em igual período de 2007. Minas Gerais gerou 250 mil vagas neste ano, contra 187 mil nos sete primeiros meses do ano passado, e o Rio de Janeiro 102 mil vagas no acumulado de 2008, contra 72,5 mil no mesmo período do ano passado.

Segundo o diretor do Departamento de Emprego e Salário do Ministério do Trabalho, Rodolfo Porelly, a região Sudeste se destaca pelo crescimento generalizado do emprego formal em todos os setores da economia. Ele citou o bom comportamento da construção civil, que também está forte em todas as outras regiões do país, além da agricultura, indústria de transformação, dos serviços e do comércio.

Nordeste
A região Nordeste, como um todo, apresentou bom desempenho na criação de empregos formais de janeiro a julho, com a abertura de 67,8 mil vagas, contra 43,7 mil em igual período do ano passado.

"No Nordeste, temos crescimento forte na agropecuária e diversas obras em andamento, como o Porto de Suape, por exemplo. Também temos refinarias sendo implantadas e a indústria de calçados no Ceará", avaliou Porelly, do Ministério do Trabalho.

Alguns estados como Paraíba e Alagoas fecharam vagas no período. A situação é mais crítica em Alagoas, da região Nordeste, que teve demissão de 37,7 mil empregados com carteira assinada nos sete primeiros meses deste ano. No ano passado, a situação foi um pouco menos ruim: 31,8 mil vagas foram fechadas. Segundo Porelly, o recuo do emprego em Alagoas está ligado à entressafra da indústria da cana-de-açúcar. "Têm muitas usinas por lá", comentou.

Outros estados da região, porém, se destacaram. São eles: Maranhão, com 16,1 mil vagas abertas no acumulado do ano, contra 11,2 mil em igual período de 2007; Piauí com a abertura de 7,4 mil postos de janeiro a julho, na comparação com 3 mil no ano passado; Ceará com 21,1 mil empregos em 2008 contra 10,7 mil no ano passado e Bahia, com 52,8 mil postos abertos no acumulado de 2008, na comparação com 46 em igual período de 2007.

Distrito Federal e Rio Grande do Sul
Mas as maiores taxas de crescimento do emprego formal, porém, aconteceram principalmente no Rio Grande do Sul, que criou 85 mil vagas de janeiro a julho deste ano, contra 46,2 mil em igual período de 2007, e no Distrito Federal, com 21,2 mil empregos formais criados, na comparação com 3,8 mil nos sete primeiros meses de 2007.

No caso do Rio Grande do Sul, Porelly lembra que o ano de 2007 foi atípico, registrando baixo crescimento, e, no Distrito Federal, citou o bom desempenho da administração pública e do setor de serviços.

Fonte: G1



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